quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Liga Feminina de Combate ao Câncer

            A Liga Feminina, vem através dos últimos anos ajudando os portadores de câncer junto a Secretaria da Saúde do Município, com transporte para consultas, exames, radioterapia e quimioterapia, também tem as colaboradoras que as ajudam com uma mensalidade simbólica, mas que ajuda muito para a compra de remédios que o posto de saúde do município não pode fornecer. O objetivo da Liga é arrecadar fundos para essa entidade, para isso, fazem eventos tais como: arrecadação de alimentos, rifa, e o Risoto da Solidariedade juntamente com a escolha da Boneca Viva.
A Coordenadora Geral é a Senhora Neurides Melati Griguol.

Risoto da Solidariedade, no dia 11 de Outubro de 2014
Candidatas à Escolha da Boneca Viva, juntamente com autoridades presentes e a comissão avaliadora
À esquerda a Boneca Viva de 2014, e a direita a Boneca Viva de 2013
Fonte: O material para pesquisa fora disponibilizado pela Coordenadora Geral, Senhora Neurides Melati Griguol.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Grupo da Terceira Idade Vitta Bella

            No dia 11 de setembro de 1997, em uma reunião do clube de mães de Cotiporã, surgiu a ideia da formação de um grupo da terceira idade, a qual foi prontamente aceita. Com o apoio da Prefeitura Municipal, em 27 de setembro do mesmo ano (1997), na capela de Caravágio reuniram-se aproximadamente 500 idosos.
O grupo se formou com o intuito de se reunirem para uma maior integração das pessoas com uma faixa etária de 60 anos. Os encontros são divertidos, com brincadeiras, jogos de carta, dominó, bingo, música, exercícios, e os bailes em toda a região nos finais de semana. Atualmente, há cerca de 60 participantes no grupo, onde se encontram duas vezes por mês.
            O Grupo mantém também o Coral Vitta Bella com ensaios duas vezes por mês com um regente e um gaiteiro, que acompanham o grupo pela região nas apresentações. No ano de 2014, a Administração Municipal investiu num traje para o coral usar em suas apresentações, todos aprovaram e agradeceram por esta iniciativa. 

Presidente: Dorilde calza
Vice-Presidente: Leondina de Marco
Coordenadora do Coral Vitta Bella: Adiles Zanella Meneguzzo
Coordenadora Geral desde 2006: Neurides Melati Griguol 
Grupo da Terceira Idade reunido
Alunas integrantes do projeto, juntamente com a Coordenadora Geral Neurides Melati Griguol

Fonte: O material para pesquisa fora disponibilizado pela Coordenadora Geral, Senhora Neurides Melati Griguol.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Breve História do CTG Pousada dos Carreteiros

No início da década de 80, um pequeno grupo de tradicionalistas reuniu-se para plantar as sementes de um sonho gaúcho, um sonho que na época, foi desacreditado e dificultado, pela incompreensão de muitos do que era o tradicionalismo Gaúcho em uma comunidade de raízes italianas, mas que hoje é uma realidade sólida, fruto daquelas primeiras sementes que germinaram e fizeram com que o tradicionalismo florescesse em Cotiporã, aglomerando cada vez mais adeptos.
Como já mencionado, a origem eminentemente italiana de nossa cidade dificultou um pouco a implantação da cultura tradicionalista, no entanto, hoje, compreendemos as peculiaridades de cada cultura, valorizando-as em suas individualidades e permitindo que os filós convivam em perfeita harmonia com os fandangos.
Os tradicionalistas Cotiporanenses foram orientados por outros tradicionalistas do CTG Laço velho de Bento Gonçalves, este que é o padrinho de fundação do CTG Pousada dos Carreteiros.
No dia 10 de abril de 1981, reunidos no Salão Paroquial de Cotiporã, então Distrito de Veranópolis, um grupo de abnegados tradicionalistas cotiporanenses fundavam o Centro de Tradições Gaúchas, marcando o início de uma grandiosa trajetória calcada na cultura rio-grandense, heranças maior da Epopeia Farrapa. Foi escolhido pelos presentes o nome da entidade “Centro de Tradições Gaúchas Pousada dos Carreteiros”, como homenagem ao carreteiro serrano, herói esquecido do Rio Grande do Sul, que aqui encontrava um recanto seguro para as suas pousadas.
Os estatutos da entidade foram elaborados e aprovados em Assembleia Geral Extraordinária, no Salão Paroquial de Cotiporã, em 09 de maio de 1981.
Em 09 de agosto do mesmo ano (1981), os associados escolheram o belo lema da entidade, “CARRETEANDO A TRADIÇÃO”.
Logo foi adquirida a área de terra que hoje abriga o galpão tradicionalista de nosso CTG. Seguindo-se, quem sabe, aquela que foi a maior comunhão de esforços de toda a história do Pousada dos Carreteiros, quando todos os associados por volta da primeira semana de janeiro de 1982, reuniram-se para a construção do Galpão Tradicionalista no terreno adquirido, onde foram realizados serviços de escavação, concretagem das sapatas e pilares.
A patronagem aumentou o número de associados, sendo realizadas inúmeras programações sociais e tradicionalistas, além da campanha do Sócio Remido, a fim de levantar fundos para a construção do galpão.
A Comunidade de Cotiporã e principalmente os associados estavam entusiasmados nesta época – com seu trabalho participativo, doações financeiras, material de construção, árvores –, propiciaram a construção desta grande obra, que foi pré-inaugurada em 20/09/85.
Nesta época, a Comissão de Emancipação lutava pela emancipação de Cotiporã e o CTG participou ativamente desta jornada histórica. O galpão fora inaugurado no dia 21 de dezembro de 1985, ano do sesquicentenário farroupilha, com uma grande passeata de cavalarianos e automóveis, e um grande fandango animado por Adelar Bertussi e Grupo Coração Gaúcho.
Cartaz da Inauguração do Galpão Tradicionalista
Inauguração do Galpão
Em meio ao trabalho deu-se início às festas tradicionalistas de Cotiporã, os chamados acampamentos crioulos, que reuniam artistas da cidade e da região, lembrando a música regionalista, a poesia, e mais tarde, a dança.
As Festas Campeiras verteram mais uma empreitada do Pousada dos Carreteiros, dando vida efetiva à invernada campeira, aos tiros de laço, às gineteadas em gado bovino e às provas de rédea.
O meio artístico originou um grupo fandangueiro, chamado de “Os Filhos da Serra”.
Posteriormente foi construído o primeiro Parque de Rodeios do CTG Pousada dos Carreteiros, na Linha Frei Caneca, onde foi realizado o primeiro rodeio de Cotiporã.
Em 1988, Cotiporã sediou a VIII Semana Farroupilha da 11ª Região Tradicionalista.
Em 1990, realizou-se a I Festa Campeira de Cotiporã.
Em 1991, realizou o 1º Baile da Prenda Jovem, que foi apenas o pioneiro de outros tantos que se seguiram, também cabendo registrar a apresentação de um dos maiores compositores tradicionalistas, João de Almeida Neto.
Em 1992, adquiriu-se a área de terras que atualmente abriga o Parque de Rodeios do Pousada dos Carreteiros, junto à estrada da Capela São José. A administração municipal de Cotiporã prestou um auxílio financeiro de mais de 50% do valor da compra fundamental para a aquisição daquela gleba de terras.
O tradicionalismo cresceu a passos largos em Cotiporã, mas não se aclimatou, vindo ultrapassar os limites de nossa querência, irmando-se com tauras doutros pagos, também preocupados com a preservação das raízes tradicionalistas.
Assim, podemos conhecer um pouco mais sobre a história dessa valorosa entidade o “CTG Pousada dos Carreteiros”, que orgulha nossa cidade, nossa região, e nosso estado.

Fonte: Material fornecido pelo departamento cultural do CTG Pousada dos Carreteiros.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Qual a importância desse projeto?



Sabe-se, que cultura é tudo que envolve uma determinada sociedade, região ou país – os costumes, as crenças, a moral, a culinária e todos os outros hábitos próprios de cada lugar. O conhecimento das raízes culturais de um grupo social é essencial para a formação da identidade, projetando o cidadão e a sociedade que se quer.
Valorizar a cultura de um povo é de extrema importância para o cultivo das raízes locais. Aquele que possui conhecimento sobre sua história e os costumes da localidade que habita, com certeza sabe a relevância que estas informações representam em sua vida, dando assim, o devido valor a estas sabedorias adquiridas e passando a transmiti-las para as gerações futuras.
O resgate da história de Cotiporã, o tema do referido trabalho, busca conscientizar a população sobre essa importância, afim de que se mantenham vivas as lutas dos antepassados para que não sejam esquecidas.
         Como já dizia Pedroso: “Quem não vive as próprias raízes não tem sentido de vida, o futuro nasce do passado, que não deve ser cultuado como mera recordação e sim ser usado para o crescimento do presente, em direção ao futuro”.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Capelas Interioranas do Município de Cotiporã

CAPELA NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES
LINHA 14 DE JULHO

A capela Nossa Senhora dos Navegantes está situada aos pés do Morro do Céu, também chamado de Morro dos Baianos.
Os imigrantes chegaram aos lotes rurais da Linha 14 de Julho no ano de 1982, mas temos data registrada somente no longínquo de 1907.
Desconhece-se a chegada dos “baianos”, pessoas de cor e de origem afro-brasileira que ocuparam o alto do Morro do Céu, estes que eram remanescentes da Guerra do Paraguai.
As primeiras famílias que estabeleceram foram: César Lazzarini, Francisco Celegari, Ermínio Fiorin, Fioravante Storti, Giuseppe Mozzo e outros.
Como as terras eram muito acidentadas, muitos morros, e declividade acentuada, inicialmente cultivaram agricultura de subsistência, cereais, legumes e a natureza era bastante pródiga: caça e principalmente peixes do rio das Antas.
Em 09 de junho 1927 o bispo D. João Becker concedeu licença ao Pe. Vigário de Monte Vêneto, na época, Pe. Davi Angeli, para construir um oratório (capela) em honra a Nossa Senhora dos Navegantes e cemitério, localizava-se às margens do Rio das Antas, lado norte.
Foi na década de 50, que as famílias iniciaram com o plantio de parreiras e ocorreu na estreita planície que circula topo do altiplano e o vale por onde serpenteavam as velozes águas do majestoso rio das Antas. As famílias descobriram que as parreiras se adaptavam muito bem com alta produtividade, bem como amadurecimento precoce em relação a outras regiões. Mais tarde, análises do solo resultaram em alto teor de potássio e fósforo em sua composição e aliados a um micro clima com mais calor e isento de geadas tardias tornaram a região de Cotiporã ideal para a produção vinífera, tanto de uvas europeias, americanas bem como híbridas e de mesa.
Em 1961, foi construída pequena escola de madeira, medindo 56 m2 e em 1962 a atual igreja. A escola de madeira recebe novo prédio de alvenaria no ano de 1985 tendo duas salas de aula, cozinha, secretaria, dois banheiros e área de serviço. No ano de 1987 foi a Escola Municipal que mais alunos educava, funcionando em dois turnos.
Igreja da Capela Nossa Senhora dos Navegantes
Salão da Capela Nossa Senhora dos Navegantes
Integrantes do grupo em frente à Igreja

CAPELA NOSSA SENHORA DE MONTE BÉRICO
LINHA 14 DE JULHO

Por volta de 1887, chegaram os imigrantes de Vicenza, Itália, estes se instalaram na Linha 14 de Julho às margens do Rio das Antas, trazendo a devoção e a lembrança de Nossa Senhora de Monte Bérico, foi trazida pelas famílias Zanin, Colussi, Beloni, Mesacazza, Perin, Pasquali e Pelizzari, como proteção.
Por volta de 1903, estas famílias construíram uma pequena igreja de madeira, que existe até hoje. Foi reformada e é bem conservada. O conjunto igreja/campanário é uma das mais belas construções arquitetônicas históricas dos imigrantes italianos.   
As festas da padroeira, bailes e encontros dos fins de semana eram realizados no pequeno salão de madeira. O terço comunitário e a catequese dos filhos eram feitos na igreja. Havia também os jogos de cartas, briscola, tressete, quatrilho e jogos de bocha. Somente no século XX o salão da comunidade foi ampliado.
No início a educação era precária, muitas vezes se reuniam os jovens numa casa de família e pagavam alguém que sabia ler e escrever para passarem o ensinamento aos seus filhos. Outros buscavam alfabetização no outro lado do rio, na Escola Colussi, Alcântara Baixa, Faria Lemos. Somente em 1961 que a comunidade de Monte Bérico conquista um centro educacional, a Escola Municipal Marcos Gaspar de Souza, prédio de madeira, esta que serviu a duas comunidades a de Monte Bérico e a de São Pedro até 1986. E em 1985, foi construído um moderno prédio de alvenaria, teve suas atividades encerradas em 10 de janeiro de 2001, após os alunos foram estudar na escola Morro do Céu e posteriormente na cidade de Cotiporã.
Apesar da topografia acidentada para as práticas agrícolas, as terras férteis compensam a alta produtividade de parreiras e frutas.
Atualmente a comunidade de Nossa Senhora de Monte Bérico desfruta de invejável visão das corredeiras e por ocasião das chuvas o movimento assustador das águas do Rio das Antas. O barulho e o apito do trem cargueiro com dezenas de vagões, durante o dia ou à noite, despertam a atenção dos moradores. Um improvisado belvedere, em frente ao cemitério comunitário, onde se enxerga a instalação do Complexo Energético 14 de Julho da CERAN.

Igreja da Capela Nossa Senhora de Monte Bérico
Salão da Capela Nossa Senhora de Monte Bérico
Integrantes do grupo em frente à Igreja

CAPELA SÃO PEDRO
LINHA 14 DE JULHO

A capela São Pedro está situada às margens do Rio das Antas, na Linha 14 de Julho, foi se formando quando os moradores mais distantes do lado leste da capela Nossa Senhora de Monte Bérico, decidem construir outra comunidade, uma igrejinha mais próxima das famílias.
Situada às margens do rio das Antas, Linha 14 de julho, a partir do lote rural n° 20, onde as águas do rio quase se encontram, visualizando geometricamente uma ferradura e indo até o lote 27 da mesma linha.
A igreja construída de madeira localizava-se onde hoje está à casa de Remo de Villa em lote rural e quem doou o terreno foi Vicenzo de Villa. Mais tarde transferiram o local desconhecendo-se o seu dono, com aproveitamento da madeira da primeira igrejinha, construindo a segunda igreja, medindo aproximadamente 30m² (6m x 5m) e situou-se próxima, onde está o atual, não muito longe da primeira, já construída de alvenaria, no ano de 1970. O salão, mais amplo, com churrasqueira e cozinha foi concluído na década de 90. Rente ao salão comunitário, os 10 sócios da comunidade de São Pedro mantém conservada cancha de Bocha.
Por muitos anos, no entanto, os sócios da nova capela, continuaram a pertencer ao cemitério comunitário de Monte Bérico e também ao cemitério comunitário da Capela N.S. dos Navegantes, no outro lado do rio, pertencente à Paróquia de Faria Lemos. Foi somente por volta de 1960 que foi construído o próprio cemitério, próximo à igreja, em frente à mesma, separada pela estrada que servia a comunidade.
Uma questão vital para alguns imigrantes era como encaminhar os filhos no mundo das letras, dos números, conhecimentos mínimos a fim de melhor relacionar-se socialmente. Os imigrantes possuíam este senso intelectual, pois muitos vinham alfabetizados e repetiam para os filhos; “Bisonha far-se furbi e studiare”. Como o trabalho no meio rural era muito, o pai de família escalava quem ia para escola e quem ficava para a jornada de trabalho. As meninas muitas vezes lhe eram negado este direito sagrado de aprender, diziam “Le tose non bisonha de estudio”.
O prédio escolar municipal foi alugado ou cedido a CERAN, tornando-se ao mesmo tempo este local privilegiado para apreciar a barragem e instalação do centro administrativo da CERAN, da construção da Hidrelétrica 14 de julho.
Cabe registrar, que até 1980, a travessia do Rio das Antas era feito através de balsa e o Passo de Cotiporã localizava-se no lote n°
 20 não onde hoje fomos construídas ponte/calha. A Comunidade de São Pedro, com a instalação da Hidrelétrica 14 de Julho, tem uma oportunidade para expandir-se.
As belezas naturais, vale da Ferradura, se bem que maculado pela barragem; Morro do Céu ou dos Baianos, aliado a alta produtividade da fruticultura: videiras, cítricos e outras culturas de clima temperado propiciam novos empreendimentos hoteleiros, agroindustriais e turísticos. Basta saber aproveitar as oportunidades, como os primeiros imigrantes ali o fizeram, sob condições bem mais adversas.
Igreja da Capela São Pedro
Salão da Capela São Pedro
Integrantes do grupo em frente à Igreja

CAPELA DE são CASEMIRO
LINHA 14 DE JULHO

A partir dos primeiros assentamentos, os poloneses ergueram modesta e pequena capela em homenagem a São Casemiro.
 É citado o ano de 1897, como o ano da fundação da capela de São Casemiro, logo também tiveram necessidade do cemitério, a escola comunitária viria mais tarde, primeira década de 1900 e a capelinha assemelhava-se a uma pequena casinha de tábuas, no seu interior sobressaía-se a figura de São Casemiro, emoldurada em um quadro.
         Vários fatores dificultavam a plena integração dos imigrantes poloneses estabelecidos em Cotiporã, o fator principal era o elo da comunicação, além do fator língua, os imigrantes poloneses enfrentaram também a topografia acidentada de suas terras, isto retardou um pouco seu desenvolvimento econômico nas primeiras décadas do século XX.
         A Capela centenária, ao longo dos anos foi se constituindo com referência dos polacos de Cotiporã. A terra de produção era de excelentes frutas cítricas, melões, mamões e também uma crescente produção de uva.
       Hoje a capela de São Casemiro é o marco da colonização polonesa no município de Cotiporã, destaca-se por preservar a cultura polonesa como a língua, com curso de polonês a todos que realmente buscam aculturar-se.    

Igreja da Capela São Casemiro
Salão da Capela de São Casemiro
Integrantes do grupo em frente à Igreja

CAPELA SÃO JUDAS TADEU
LINHA 14 DE JULHO

A capela São Judas Tadeu situa-se no extremo sul do município de Cotiporã entre os vales do Rio Carreiro e do Rio das Antas, no encontro das águas destes rios, iniciando assim a denominação do Rio Taquari.
Por volta de 1887-1890, se estabeleceram nas Linhas Marechal Floriano Peixoto, Álvaro Chaves e no início da Linha 14 de Julho as famílias de imigrantes italianos, poloneses, e algumas de origem luso-brasileira. Estas famílias desbravaram as matas e sobreviveram graças à agricultura de sobrevivência (trigo, milho, feijão, legumes), e também da caça e da pesca.
Até a década de 1940, a comunidade de São Judas Tadeu tinha vida social, religiosa, educacional e comercial ligada ao povoado de Santa Bárbara, situado no outro lado da barra dos rios, pertencia ao município de Guaporé, hoje São Valentim do Sul. A passagem sobre o Rio Carreiro era feita por barcos (caícos). A passagem fluvial sobre o Carreiro quase sempre era possível, pois quando o Taquari/Antas subia (enchente) represava as águas do Carreiro, tornando o rio manso. O contrário ocorria quando o Taquari/Antas baixava as águas, então o Carreiro tornava-se um rio de grande corredeira, como seu nome já diz, sendo quase impossível atravessá-lo.
A alfabetização de alguns filhos dos imigrantes foi feita do outro lado do rio, na escola de Santa Bárbara e na escola da Comunidade dos Colussi.   
Em 16 de junho de 1951, a comunidade de São Judas vê surgir a pequena escola de 20m², regularizada através do Decreto Municipal 12 de 28 de dezembro de 1977, com o nome de Escola Alfredo Lima, que localizava-se na entrada de acesso do porto público de São Judas.
Somente na década de 50 foi construída a primeira igrejinha, de alvenaria. Antes desta tinha apenas um pequeno capitel, onde o mesmo era dedicado a Nossa Senhora das Graças. O Senhor Isaias Viccari, cumprindo uma promessa, doou o terreno e comprou a imagem de São Judas.
A comunidade de São Judas Tadeu, pertence ao território de Cotiporã, mas continua desde que criada fazendo parte da Paróquia de Santa Bárbara.
Na década de 60, no Governo de Leonel Brizola, São Judas é contemplado com uma escola de madeira, conhecidas como “brisoletas”. Brizola, grande visionário, espalhou milhares dessas escolas por todo o Rio Grande do Sul.
Durante décadas a escola Alfredo Lima e a pequena Igreja serviram a comunidade. Em várias oportunidades o ano letivo contava com mais de trinta alunos. A escola atendia alunos de 1ª a 4ª séries. Quem desejasse concluir até a 8º série, deslocava-se ao centro maior, Santa Bárbara, e ou buscava oportunidades de estudo e trabalho em Bento Gonçalves.
Igreja da Capela São Judas Tadeu

Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Capelas Interioranas do Município de Cotiporã

CAPELA SÃO ROQUE
LINHA RIO GRANDE DO SUL

Os primeiros imigrantes italianos chegaram aos lotes da capela São Roque em 1888, eram 36 famílias. Quando chegaram abriram uma clareira no meio da mata virgem, construiram um pequeno rancho e procuraram sobreviver daquilo que a natureza lhe oferecia como frutas nativas, caça, pinhão, etc. Após vencer as primeiras dificuldades, com o conhecimento arquitetônico trazido da Itália, os imigrantes constroem porões de pedra e em cima destes uma casa ampla, sempre separando a cozinha do restante do casario, isto para evitar a destruição total caso ocorresse incêndio provocado pelo fogo mantido no lampião ou fogão junto à cozinha.
Logo também, por volta de 1896, foi construída a capela, esta dedicada a São Brás. E por causa da distância, algumas famílias decidiram construir outro oratório, esta dedicada a São Luís. As imagens tanto de São Brás quanto a de São Luís vieram da Itália. Mais tarde os moradores resolveram então concentrar-se todos juntos na igreja de São Brás, assim a igreja de São Luís foi desmanchada e a imagem do mesmo levada em procissão até a capela de São Brás. Assim a capela de São Brás permanece de pé até por volta de 1962, quando construíram a igreja atual. 
A benção da nova igreja aconteceu com missa e festa celebrada pelo Pe. Olívio Bertuol, pároco da época.
Na paróquia já havia outra capela cujo padroeiro era São Brás, esta se localizava na Linha Júlio de Castilhos, e por sugestão do vigário Pe. Fábio Piazza, a comunidade de São Brás, Linha Rio Grande do Sul, de comum acordo resolvem trocar de padroeiro. A partir de 16 de agosto de 1970, a antiga São Brás passa a ser chamada de Capela São Roque. O sino que convida as famílias para as missas, reza do terço, festas, foi trazido da Itália por volta de 1896. 
O pequeno salão da comunidade era de madeira, somente em 1971, a comunidade constrói um salão de alvenaria ampliado.
A preocupação com a educação dos filhos, fez com que os imigrantes encaminhassem os mesmos até a sede do distrito, Monte Vêneto, ou desloca-los até a comunidade vizinha, Capela Nossa Senhora do Rosário, onde já existia uma pequena escola. Oficialmente a primeira escola da comunidade foi criada em 1º de março de 1925, recebendo o nome de Escola Municipal João de Souza. Em 1970, foi construída uma nova escola, que em 02 de janeiro de 1973, conforme o decreto municipal nº 770 passou-se a denominar Escola Municipal Affonso Gallina e daquela época em diante a escola iniciou e reiniciou suas atividades conforme houvesse clientela. Atualmente a escola está fechada.
Tiveram muitos fatos marcantes das pessoas que se estabeleceram na Linha Rio Grande do Sul, capela São Roque, entre eles se destacam o empreendedorismo, e o desenvolvimento da pecuária leiteira. Junto a estas famílias surgiu também um dos primeiros moinhos e foi instalado um dos primeiros alambiques de Monte Vêneto.    
Igreja da Capela São Roque
Salão da Capela São Roque
Integrantes do grupo em frente à Igreja

CAPELA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
LINHA ALMIRANTE TAMANDARÉ

A capela Nossa senhora do Rosário, Linha Almirante Tamandaré, surgiu por volta do ano de 1917, quando moradores do topo dos vales do rio carreiro e do rio das antas resolveram estabelecer, com apoio do Pe. Eugênio Medicheschi, uma nova Capela.  
No lote rural de n° 14 da Linha Marechal Floriano Peixoto foi construída a primeira capela de madeira, onde se localiza hoje o salão de festas da comunidade.
Por volta do ano de 1936, a escola Tamandaré funcionava em casa particular e atendia jovens da própria capela, de São Marcos, Linha Tamandaré, antigo São Brás, hoje São Roque da Linha Rio Grande do Sul.
Em 14 de abril de 1940 é inaugurada a Igreja de alvenaria (localizada atualmente a esquerda do salão comunitário) com a benção do Pe. Aneto Bogni, vigário da paróquia. Alguns sócios da comunidade contribuíram com a mão-de-obra e certo valor em dinheiro para a construção da igreja. A areia foi retirada das margens do rio das Antas, e trazida com os burros até a construção.
Para atender as necessidades das famílias, uma nova e moderna, bela e ampla igreja é idealizada, onde suas obras iniciaram do dia 26 de março de 2000. Esta foi inaugurada no dia 25 de março de 2007 com a presença e benção do Bispo D. Paulo Moretto e do recém vigário Pe. Adelar Adolfo Zanette, além de autoridades como Prefeito Municipal, Vice-Prefeito, Secretários Municipais, Vereadores, acompanhados de inúmeros visitantes que prestigiaram mais esta conquista da comunidade Nossa Senhora do Rosário.
Igreja da Capela Nossa Senhora do Rosário
Igreja da Capela Nossa Senhora do Rosário
Salão da Capela Nossa Senhora do Rosário

CAPELA SÃO MARCOS
LINHA ALMIRANTE TAMANDARÉ

A comunidade de São Marcos surgiu por volta dos anos de 1888 e 1889, quando nos vales do Rio Carreiro se estabeleceram os imigrantes italianos, vindos da comuna Ponte d’ Piave e Província de Treviso.
Por volta de 1893 construíram a pequena igreja de madeira e ao lado o pequeno cemitério.
         Na segunda metade do século XX, os moradores da Linha Álvaro Chaves passaram a construir nova comunidade-igreja, a capela Nossa Senhora do Rosário. Com a divisão em duas capelas, igrejas, São Marcos ficou reduzida a poucas famílias.
         As famílias continuaram realizando suas festas do padroeiro na pequena igrejinha, e no pequeno salão reúnem-se apreciadores do jogo da bocha, saboreavam o brodo e pinhões sapecados na chapa.
Na década de 30, no vale do Rio Carreiro os filós de São Marcos, a luz de “ciaretti” e lampiões eram muito concorridos.
Em 01 de março de 1964, foi fundada a Escola Municipal de 1º Grau Incompleto Carlos Gomes, tendo suas atividades no próprio salão da comunidade e durante uma década alfabetiza os jovens da comunidade. Em 06 de setembro de 1973, a escola fecha por falta de clientela.  
Em 1990, sentem a necessidade da construção de um novo salão e de usufruir da energia elétrica para suas residências.
Atualmente, os poucos sócios dão vida a comunidade, onde recebem colaboração dos antigos moradores e da comunidade vizinha Nossa Senhora do Rosário para a tradicional festa de São Marcos, que acontece sempre no fim do mês de abril. 


Integrantes do grupo em frente à Igreja da Capela São Marcos
Salão da Capela São Marcos
Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.