domingo, 1 de dezembro de 2013

Capelas Interioranas do Município de Cotiporã

NOSSA SENHORA DE PEDANCINO
LINHA CONSELHEIRO REBOUÇAS

A origem desta capela remonta aos anos de 1890-1891, quando imigrantes italianos vindos principalmente de Feltre, Fonzaso, Fastro, província de Belluno e de Enego, Vicenza e outras províncias da região do Vêneto, povoaram os lotes da Linha Conselheiro Rebouças.
A fé católica levou os primeiros moradores das Colônias a construírem a primeira igrejinha e desde a formação da capela sempre foi dedicada a Nossa Senhora do Pedancino. Pelo ano de 1917, erguem uma igreja de madeira bem mais moderna que a primeira. Uma imagem de Nossa Senhora do Pedancino, é adquirida, vinda de São Paulo. A mesma foi reformada na década de 60. A atual igreja do Pedancino, já de alvenaria, foi construída em 1981, com a colaboração de todos os sócios.
A construção de um salão de material de alvenaria amplo foi mais tarde melhorado. O cemitério teve início na década de 1900.
A Comunidade de Nossa Senhora do Pedancino, sempre foi muito numerosa, tendo uma agricultura forte, principalmente no cultivo do tungue, erva-mate e criação de gado. Na última década houve um declínio, pois muitas famílias, seguindo o fenômeno atual, se deslocaram do meio rural para o urbano, principalmente de Veranópolis.

Igreja da Capela Nossa Senhora do Pedancino
Salão da Capela Nossa Senhora do Pedancino
Integrantes do grupo em frente à Igreja
CAPELA NOSSA SENHORA DO CARAVÁGGIO
LINHA BRASIL

A capela de N. Senhora do Caravággio é a mais próxima da sede do município de Cotiporã e foi surgindo a partir da ocupação dos lotes rurais de n° 20 a 22 da Linha Brasil da Colônia Alfredo Chaves, nos anos de 1887.
Antes de escolher o atual local da Capela de Caravággio, os moradores fizeram a tentativa de estabelecer-se em lote rural na época pertencente à Constansso De Marco. Como o solo era impróprio para o cemitério, a um metro de profundidade encontraram uma extensa laje de pedra (lajão), resolvendo então construir o cemitério, igreja e salão onde se encontra hoje. A pequena igrejinha de madeira deu lugar à atual igreja de alvenaria. Por situar-se próximo a Cotiporã (sede) a capela N.S. do Caravággio apresenta grande potencial agrícola e turístico, festa de N.Srª. do Caravággio, casa antiga (a recuperar) de Armando de Marco e o futuro Centro-Hotel da Associação Cultural Paludo, certamente com tudo isto a comunidade experimentará no futuro grande desenvolvimento turístico, cultural e agro-industrial.


Igreja da Capela Nossa Senhora do Caravággio
Salão da Igreja da Capela Nossa Senhora do Caravággio
CAPELA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
LINHA BRASIL

O histórico da Capela Nossa Senhora de Fátima, está certamente ligado à história da capela de N.S. do Caravággio pela sua proximidade e localização.
A Comunidade da Fátima (Zona Rio Carreiro) iniciou seu processo de formação comunitária em 1º de março de 1953, quando os moradores do vale do Carreiro a oeste de Cotiporã, cansados de transportar a instituição/escola de um lugar para outro, ora no Caravággio, em cima do morro, ora no Carreiro, no vale do mesmo, obtêm a licença para estabelecer sua própria escola. Assim divididos, cada localidade tem a partir de então sua própria escola. Este fato amadurece também a ideia de ter a sua própria Capela.
A capela Nossa Senhora de Fátima nunca possuiu cemitério. Utilizam o cemitério que formaram junto, nos primeiros tempos, da Capela de Nossa Senhora do Caravággio ou mesmo o cemitério Público Municipal.

Igreja da Capela Nossa Senhora de Fátima
Salão da Capela Nossa Senhora de Fátima 
Integrantes do grupo em frente à Igreja

CAPELA NOSSA SENHORA AUXILIADORA
LINHA BRASIL

A comunidade de Nossa Senhora Auxiliadora, também conhecida por Santa Lúcia, iniciou sua história por volta de 1888-1890, quando se estabeleceram imigrantes italianos nos lotes rurais de n° 1 a 20 aproximadamente, da Linha Brasil. A pequena igreja de madeira acolhe Nossa Senhora Auxiliadora como padroeira. A pequena madona estátua foi buscada pelos imigrantes a pé em Bento Gonçalves, na época Dona Isabel por Vicenzo De Gasperin e Giusepe Tres.
A atual capela foi construída no ano 1946 por ocasião da inauguração (02 de setembro). A imagem de Santa Lúcia foi doada e é a protetora dos olhos. O estilo, a arquitetura, os quadros da Via Sacra antiga no interior da pequena igreja, causam admiração a todos que visitam este templo de orações. A via sacra antiga é muito bonita e foi doada pela igreja matriz de Cotiporã, já que esta recebera uma nova. O que prevalece é a união da comunidade.
Hoje se descortina belo vale do Rio das Antas no lado leste e abriga extensos parreirais bem como grandes plantações de cítricos, pêssegos e ameixas. A comunidade e o local tem grande potencial turístico também pela beleza de sua igreja e a farta gastronomia.
Integrantes do grupo em frente à Igreja da Capela Nossa Senhora Auxiliadora
Salão da Capela Nossa Senhora Auxiliadora

 CAPELA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
LINHA BRASIL

A Comunidade do Sagrado Coração de Jesus iniciou sua história como capela/comunidade, diferentemente de muitas outras capelas que tiveram início com a chegada dos primeiros imigrantes que se estabeleceram ao longo das linhas (travessões) da Colônia de Alfredo Chaves. Durante anos a prática fez aumentar os fiéis e também a ideia da construção de uma igreja. A comunidade de Sagrado Coração de Jesus em 1971 constrói o salão de festas e um pequeno quiosque de madeira e palha que em dias de festas servia como local de venda dos doces e sobremesas, original, único na Paróquia de Cotiporã é era atração turística da localidade.
Hoje a comunidade dedica-se ao cultivo da citricultura e viticultura; com grandes possibilidades turísticas, esperando-se que realmente a comunidade do Leão, como é conhecida, possa alcançar este objetivo.


Igreja da Capela Sagrado Coração de Jesus
Salão da Capela Sagrado Coração de Jesus
Integrantes do grupo em frente à Igreja 
Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.

Capelas Interioranas do Município de Cotiporã

CAPELA SÃO BRÁS
LINHA JÚLIO DE CASTILHOS

A origem da comunidade dá-se ao ano de 1885.
As primeiras famílias eram originárias principalmente das províncias italianas de Belluno, Vicenza, Treviso e outras da grande região do Vêneto.
A primeira igrejinha foi construída em 1887, na Linha Júlio de Castilhos. O primeiro templo de orações constituía-se de uma pequena e tosca casa de madeira dedicada a Santo Antônio.
Logo após os moradores imigrantes iniciam a construção de sua própria igreja, dedicada a São Brás, mais tarde, com doações de terras, os moradores tiveram autorização religiosa e pública para iniciar seu próprio cemitério.
Próxima à igreja e ao cemitério os moradores já demonstraram união e organização. Construíram uma escola, a qual um ano antes, já existia num galpão emprestado.
 Em 1937, nas proximidades onde hoje funciona o poço artesiano que abastece a comunidade de São Brás, iniciou-se a primeira Cantina de Vinho de Cotiporã, junto à mesma funcionava moderno alambique de cachaça e graspa. Eram vinte os sócios da cantina, quase todos moradores da Capela São Brás. A mesma funcionou até 1943, quando alguns fiscais do vinho convenceram os industrialistas pioneiros a largarem o vinho rio a baixo. Testemunhas do fato contam que quando viram aquilo choraram, outras se debruçaram sobre o mesmo para beber o precioso líquido.
Em 1968 é inaugurado amplo salão de festas, de um só piso e serve a comunidade até hoje. Durante anos foi salão de festas, escola e até igreja.


Integrantes do grupo em frente à Igreja de São Brás
Salão da Capela São Brás

CAPELA DE SÃO JOÃO
LINHA JÚLIO DE CASTILHOS

As primeiras famílias chegaram em 1887 e 1888. Os imigrantes eram originários principalmente das províncias italianas de Vicenza e Treviso.
A primeira manifestação de fé teria surgido junto a um quadro de São João Batista trazido da Itália e pendurado junto a uma árvore, onde algumas famílias rezavam o terço junto ao mesmo.
Em 1900, os imigrantes constroem um capitel, espécie de igrejinha de madeira, e em cima de uma mesinha, colocaram o quadro de São João. Em 1916, foi construída e inaugurada a igreja propriamente dita, sendo de madeira, porém mais espaçosa e com janelas de vidro.
O cemitério comunitário teve licença eclesiástica pública para funcionar a partir de 1902.
Não se sabe o certo, mas a primeira escola próxima à igreja, teria sido uma casinha feita de torras de madeira e coberta de galhos de árvores e somente em 1916 foi construída sala de aula mais moderna. Neste ano, segundo testemunhas, o número de alunos passava dos trinta.
Hoje, não são muitas famílias que continuam residindo e se dedicam à agricultura e pecuária.


Integrantes do grupo em frente à Igreja se São João
Antiga Escola e Salão da Capela São João

CAPELA SANTO ANTôNIO (zona moro)
LINHA JÚLIO DE CASTILHOS

Localizada no lote 116 da Linha Júlio de Oliveira. O Nome Santo Antônio do Moro, foi criado por um dos primeiros párocos de Fagundes Varela para distingui-la de outras capelas devotas a este santo existentes na Paróquia Santo Antônio Abade e como próximo à capela morava a família Moro, ficou o nome.
Não existem muitos registros sobre sua criação, mas deduz-se que Santo Antônio do Moro, sempre pertencia religiosamente falando, à Paróquia de Santo Antônio Abade de Fagundes Varela.
As primeiras famílias foram Gabrielli, Rebelatto, Moro e Bussolaro.
Nos primeiros tempos de colonização a localidade tornou-se passagem obrigatória de quase todos os moradores das capelas de Monte Orca, pois procuravam o moinho do Petucso (família Carlesso) único da região. A estrada passava pela propriedade de Francisco Gabrielli e iniciava a descida muito íngreme até o Vicente Rosa que era ultrapassado por ponte. Além do moinho, frequentavam o “Bodegon” de Antonio Gabrielli, (Toni Bomba). A bodega era ao mesmo tempo armazém, mas principalmente “pousada” para os carreteiros que transportavam produtos suínos, banha e outros produtos de Nova Bassano, Vista Alegre e Fagundes Varela que se dirigiam a Bento Gonçalves pela estrada geral Fagundes Varela - Cotiporã, como se tem hoje. A casa dos Gabrielli aos domingos à tarde, oferecia as domingueiras, baile de final de tarde, com música de gaita de boca.
Integrantes do grupo com o professor e historiador Ambrósio Giacomini em frente à Igreja da Capela de Santo Antônio do Moro

Salão da Capela de Santo Antônio do Moro

Capela Nossa Senhora de Monte BÉrico
LINHA JuLIO DE CASTILHOS

Em 1892 a sociedade de Monte Bérico construiu já nos primeiros anos da imigração, uma pequena capela de madeira dedicada a N.S. de Monte Bérico, localizada na Linha Júlio de Castilhos, no lote rural ou colônia nº 137.
A Madona, estátua de N.S. de Monte Bérico é constituída somente de tronco e cabeça (meia) e teria sido trazida de Monte Bérico, Vicenza-Itália, por Giovani (Nei) Fontana. De especial possuía corpo de ouro, mas esta foi roubada. É festejada no mês de agosto.
Em 1933, o Pe. Ângelo Mônaco, fez uma campanha para construir nova matriz.
Territorialmente fazendo parte do município de Cotiporã, desde a emancipação política, situa-se a Leste e a 20 Km de sede do município, limitando-se com Fagundes Varela ao norte, e tendo ao oeste o rio Carreiro limite geográfico com Dois Lajeados.
Monte Bérico destaca-se hoje na produção vitícola e cítrica, onde abrigava o belo Salto dos Conte ou Salto do Carreiro: formação basáltica das mais interessantes da região. Empregamos o verbo no passado, pois a construção da Hidrelétrica Linha Emília, praticamente destruiu o encanto desta beleza natural. O salto e rochedos com crateras formadas pela erosão praticamente desapareceram bem como o poço ou o conhecido “fundão”, lagoa formada após a queda d’água. A natureza cede lugar ao progresso. A pequena hidrelétrica, barragem e o vale propiciam uma visão grandiosa e peculiar deste recanto natural.
Outro potencial turístico de Monte Bérico é seu outro limite geográfico, conhecido como Arroio do Inferno, separa a comunidade com a Capela N.S. do Carmo. O Rio do Inferno corre velozmente, num vale de considerável profundidade, escondendo pela sua vegetação fechada, quedas e cascatas de água estrondosas, principalmente em épocas de enchentes.

CAPELA NOSSA SENHORA DO CARMO
LINHA JÚLIO DE CASTILHOS
        
Situada no lote rural nº 128 da Linha Júlio de Castilhos, já na descida do “Monte Orca” para o vale do rio do Inferno, território de Cotiporã.
Inicialmente fazendo parte da paróquia N.S. da Saúde, Monte Vêneto e hoje Paróquia de Santo Antônio Abade, Fagundes Varela. Teve sua fundação com a chegada dos imigrantes por volta de 1892-1900.
O conjunto da capela, tendo localização privilegiada, visão magnífica do vale do rio do Inferno, também chamado nos primeiros tempos de Rapina, sendo este divisa com a Capela de N.Srª. de Monte Bérico a oeste; ao norte limita-se a capela Santo Antônio do Moro; ao sul com a capela de São Caetano e ao leste parte de Santo Antônio e São Caetano.
Na comunidade ainda sobressai o cume de Monte Orca propriedade de João Marinello e filho, de onde se tem uma visão panorâmica das cidades de Veranópolis, Fagundes Varela, Cotiporã, Guaporé e Serafina Corrêa.
As primeiras famílias que se estabeleceram nesta área foram: Zardo, Peruzzo, Marinello, Gabrielli, Malacarne e também imigrantes alemães.
A instrução pública somente aparece na capela em 1964. O decreto de criação nº 1.237 de 14-04-1978 do Poder Público Municipal estabelece para a comunidade a Escola Municipal de 1º grau Incompleto João XXIII. Antes disso, porém, os filhos dos imigrantes eram incentivados a frequentarem a escola em Santo Antônio do Moro.
Pessoas nascidas nesta comunidade com mais de oitenta anos testemunham que iam à escola para aprender fazer o nome e contas (matemática). Aprender a ler não era tão importante... Em época de colher o trigo com foicinha nem pensar em ir para a escola.
Não se sabe bem por que e quando a capela de N.S. do Carmo deixou de pertencer à paróquia N.S. da Saúde de Cotiporã e passou a fazer parte da Paróquia de Santo Antônio de Abade de Fagundes Varela. 


Igreja da Capela Nossa Senhora do Carmo
Salão da Capela Nossa Senhora do Carmo  
Integrantes do grupo em frente à Igreja
Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Capelas Interioranas do Município de Cotiporã

CAPELA NOSSA SENHORA DA POMPÉIA
LINHA JÚLIO DE OLIVEIRA

Os primeiros imigrantes teriam chegado ao local por volta dos anos de 1889 e 1890.
Em 1931, como aumentaram as famílias e sendo maior o número de sócios, construíram uma igreja maior, ainda de madeira.
No ano de 1931, surge à primeira da escola da comunidade, feita de madeira, situava-se junto ao terreno da capela igreja.
Em 1943, junto a uma gruta natural é introduzida a imagem de Nossa senhora de Lourdes e desde então todos os anos milhares de peregrinos acorrem à mesma, celebrando com grande devoção a festa de Nossa Senhora de Lourdes. A gruta hoje é um referencial turístico do município de Cotiporã.
Em 1950 foi construído um campanário de madeira e o sino do mesmo foi adquirido da paróquia Cristo Rei de Bento Gonçalves.
A igreja atual foi construída no ano de 1968. À imagem de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia somaram-se a do Sagrado Coração de Jesus, conquistada pela comunidade da Júlia como popularmente é conhecida por ter conquistada o prêmio de maior contribuição de esmolas da paróquia de Cotiporã e Santa Augusta doada pelo Padre Fábio Piazza.
Anos depois a Comunidade de Nossa Senhora da Pompéia, constrói um moderno Ginásio de Esportes.
Formada por pequenos agricultores, a comunidade destaca-se na produção de hortigranjeiros, avicultura e suinocultura. Tem grande potencial turístico com a gruta de Lourdes, vale do Rio Vicente Rosa, Perau da Égua e a já conhecida Trilha das Lontras.


Igreja da Capela Nossa Senhora da Pompéia
Salão da Capela Nossa Senhora da Pompéia
Salão da Capela Nossa Senhora da Pompéia
Integrantes do grupo com o professor e historiador Ambrósio Giacomini na Gruta Nossa Senhora de Lourdes

CAPELA SÃO CAETANO
LINHA JÚLIO DE OLIVEIRA

A comunidade de São Caetano, atualmente pertence à Paróquia de Santo Antônio de Abade de Fagundes Varela, mas territorialmente ao município de Cotiporã, desde sua emancipação em 1982, localiza-se na Linha Júlio de oliveira.
A capela dedicada a São Caetano, não tem uma data precisa de seu surgimento, mas epígrafes junto às cruzes de ferro ou mesmo em toscas pedras são da primeira década de 1900.
As primeiras famílias de imigrantes que ali se estabeleceram foram: Bertolini, Rebelatto, Gabrielli, Costa Curta, Calza entre outros.
A primeira escola da comunidade tem seu início em 1963 e seu Decreto de criação nº 1.214 tem a data de 26/12/1977, com o nome de E.M. de 1º Grau Incompleto Antônio Borges de Medeiros. Doa o terreno para construção de rústica sala de aula, Antonio Costa Curta, medindo o terreno 1.250 m²-lote nº 30. Esta serviu a comunidade escolar até 1995, quando prédio de material foi construído bem em frente à bela igreja de madeira, já com uma dimensão maior, 63m².
Ligados a Fagundes Varela religiosamente, mas jurídico e civilmente ao município de Cotiporã, conquistaram deste considerável melhoria nas estradas, escolas, estrutura na capela, salão social, campo de futebol e a importante ponte construída em 1990, sobre o Rio Vicente Rosa - Zona Calza, o qual em épocas de cheias havia dificuldades para se atravessar. Às margens das corredeiras das águas, pelo lado direito próximo a ponte foi construída à capelinha de N. Srª. dos Navegantes. 
A expressão agrícola em cítricos e parreiras, aliada ao potencial turístico histórico de São Caetano, fazem do mesmo, referencial para bem se viver e visitar.
Igreja da Capela São Caetano
Salão da Capela São Caetano
Alunos da turma 201 na frente da Igreja

CAPELA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
LINHA LAJEADO BONITO

Tem sua origem com a chegada dos imigrantes italianos, vindo da região de Vêneto- Itália, nos anos de 1889-1890, tendo estes ocupados os lotes rurais.
Em 1893, com a licença eclesiástica do Pe. Fortunato Odorizzi, 1º Páraco de Cotiporã, é constituída a Comunidade de N.S. das Graças, com a construção da igrejinha de madeira, próximo ao já existente cemitério.
 A igreja teria pegado fogo, mas a santa foi salva com muito esforço.
Conta à tradição que após diversas vezes, marcada a data da mudança, não se efetiva, pois sempre chovia torrencialmente, mesmo no dia que conseguiram realizar a procissão com a imagem de N.S. das Graças e quando a imagem estava posta no novo altar, iniciou-se uma forte chuva. Espalhou-se entre os fiéis a ideia que N.S. das Graças não desejava mudar de casa.A Capela N.S. das Graças-1893, transfere-se para um local privilegiado, às margens da Estrada Geral para Cotiporã. Essa terra doada no ano de 1925 ocorre à transferência da igreja para onde hoje se situa o 2º Distrito de Lajeado Bonito.
Em 1984/85 com a criação do município de Cotiporã, Lajeado Bonito adquiriu status de distrito municipal. Através de Lei Municipal Nº059/84, de 20 de agosto de 1984, do poder executivo municipal, é criado o distrito de Lajeado Bonito. As melhorias urbanas por esta condição, inicialmente foram acontecendo.
Igreja da Capela Nossa Senhora das Graças
Salão da Capela Nossa Senhora das Graças
Integrantes do grupo na frente da Igreja

CAPELA SANTA CRUZ
LINHA LAJEADO BONITO

A Capela Santa Cruz, situada a leste do município de Cotiporã, é a última capela a ser criada na paróquia Nossa Senhora da Saúde de Cotiporã.
A formação desta comunidade, não segue a tradicional ocupação dos lotes rurais da ex-colônia Alfredo Chaves pelos imigrantes italianos, como de quase todas as outras linhas ou capelas. Aqui aparecem os filhos dos imigrantes de 1ª e 2ª geração adquirindo terras, meia colônia, alguns alqueires, alguns hectares.
Nessas terras surge a Escola Municipal General Osório. Sua origem data de 1951. A escola estava sobreposta a uma terra doada.
Cabe ainda ressaltar que junto à escola funciona (térreo) pequena sede social do Esporte Clube Santa Cruz.
Na época da escolha do local para a construção, da Capela Santa Cruz Com a intermediação do Pároco a nova comunidade/igreja da paróquia de Cotiporã tornou-se realidade mais adiante, numa bela colina.
Nesta elevada, de onde se pode vislumbrar a cidade de Cotiporã, criou-se toda uma estrutura semelhante a outras comunidades centenárias existentes no município, com igreja, cemitério, salão de festas e esportes, escola e campo de futebol.
O salão comunitário iniciou precariamente em prédio de madeira com cozinha de alvenaria, transformando-se em belo e amplo Ginásio de Esportes.
Próximo a Igreja/salão de Santa Cruz, encontra-se o Grêmio Esportivo, Recreativo e Cultural Santa Cruz.A história da agremiação da comunidade de Santa Cruz  remonta à década de 80, quando aos 20 de fevereiro de 1980, um grande número de esportistas, moradores do 2° Distrito de Lajeado Bonito, mais precisamente na localidade da Fazendinha fundaram na oportunidade o clube e também foi escolhida a primeira diretoria presidida buscando incrementar o esporte, a recreação, em especial a cultura, o futebol, as bochas e reuniões sociais.    
   
Cruz na Capela de Santa Cruz
Igreja da Capela Santa Cruz
Salão da Capela Santa Cruz
Integrantes do grupo em frente à Igreja
CAPELA SANTOS ANJOS
LINHA CARLOS GOMES

O território da capela compõe-se de parte dos lotes da Linha Carlos Gomes, lotes de n° 47 e 48 na divisa como Rio Sapato indo até os lotes 59 e 62, com terras da ex-colônia Fialho, hoje Lajeado Bonito.
No ano de 1957 a comunidade de Santos Anjos passa a ter o seu próprio cemitério. Sua localização não é muito distante da igreja. A comunidade construiu um pequeno salão comunitário na década de sessenta e ampliado no ano de 1985.
Somente por volta de 1948, portanto dez anos antes da construção da atual igreja, os moradores de Santos Anjos se preocuparam com a educação de seus filhos. Perto do capitel existente, referido acima, tem início a escola municipal de Veranópolis. O prédio escolar era de madeira, media 36m2 , serviu aos estudantes até 1968. Neste ano foi construída, ainda de madeira, a segunda escola, medindo 100m2, que servia também de salão de festas. O prédio atual da escola, de alvenaria mede 117, 5 m2 e foi inaugurado em 1986.
 Os moradores da Linha Carlos Gomes, por volta de 1940, experimentavam certo conforto que outras famílias teriam somente na década de 60. Junto a uma pequena Cascata do rio Sapato construíram uma micro-usina de energia elétrica. A mesma funcionava somente nas primeiras horas da noite e cada residência podia ligar somente três lâmpadas. Ermínio Bruscatto foi o responsável pelo funcionamento da usina por diversos anos.
Igreja da Capela Santos Anjos
Salão da Capela Santos Anjos
Integrantes do grupo na frente da Igreja


Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Capelas Interioranas do Município de Cotiporã

CAPELA SANTO ANTÔNIO
LINHA FREI CANECA 

Por volta dos anos de 1887-1888, estabeleceram-se nos lotes rurais ao longo da Linha Frei Caneca, 1ª Seção da Colônia Alfredo Chaves, famílias de imigrantes italianos.
A fé e a devoção a Santo Antônio levou os empreendedores do novo mundo a cavar uma grossa árvore um nicho (capelinha) e colocar ali uma imagem do santo milagroso. Posteriormente um capitel foi erguido no mesmo local. Hoje não mais existente. Em 1896, três anos depois da chegada do primeiro Cura de Cotiporã. Fortunato Odorizzi é fundada a Capela de Santo Antônio de Pádua. Um fato que marcou a comunidade religiosa antiga, ainda em frente a atual igreja, aconteceu a ordenação  sacerdotal do Frei Inocêncio Marson, primeiro padre natural de Cotiporã receber as ordens religiosas. Frei Inocêncio Marson já é falecido. Outro fato que marcou a comunidade de Santo Antônio antigo foi o espoucar dos morteiros (mortari), às vésperas da festa do padroeiro Santo Antônio, pois não havia foguetões para anunciar as festas. Também carregavam as espingardas com pólvora, socavam com uma vareta e depois detonavam. Aconteceu que com uma arma sobrou apenas um pedaço da coronha (calço) e nada aconteceu àquela pessoa que a tinha na mão. Este fato foi atribuído como um milagre de Santo Antônio. Hoje a festa em honra a Santo Antônio é uma das com maior número de devotos.
A primeira igreja era de madeira. Somente em 1919 foi transferida para o lote n° 11, onde foi erguida já de alvenaria, porém sem a atual frente e torre, essas feitas por volta de 1957. Também foi construído um salão comunitário, onde uma parte servia a Escola Isolada Frei Caneca. O piso de chão batido serviu por longos anos como a casinha do salão.


Igreja da Capela Santo Antônio
Salão da Capela Santo Antônio
Integrantes do grupo em frente à Igreja

CAPELA SÃO VICENTE
LINHA FREI CANECA

A tradição conta que a Capela São Vicente Ferrer, situada na Linha Frei Caneca, foi a primeira capela fundada no município de Cotiporã. A história oral diz que em São Vicente, surgiu o primeiro cemitério e que também havia a intenção de estabelecer neste local uma sede urbana na nova Colônia, mas devido à topografia acidentada logo se transferiu este objetivo para a Linha Independência, atual Cotiporã.
De muitas linhas, acorriam os imigrantes, em busca de mercadorias de primeira necessidade, como sal, café, pregos, etc.
São Vicente hoje, em vista de abrigar o histórico campanário de 1905, por ser comunidade hospitaleira e local de acesso fácil e encantador, acolhe a todos  para os jantares e almoços de confraternização bem como suas duas festas: a de São Vicente Ferrer e de Santo Antão Abade. O turismo rural certamente descobrira também as belezas de suas montanhas, seus peraus e a exuberância do vale do rio Vicente Rosa nas proximidades.

Igreja da Capela São Vicente
Salão da Capela São Vicente
Integrantes do grupo em frente ao Campanário
Rio Vicente Rosa

CAPELA SÃO JOSÉ
LINHA FREI CANECA

A capela de São José se localiza na Linha Frei Caneca.
A comunidade é uma das mais antigas do município, sua ocupação iniciou-se 1888, quando as primeiras famílias italianas se instalaram nos lotes rurais de nº 27 até o nº 46 da colônia de Alfredo Chaves.
Somente em 1896, os primeiros moradores iniciam a veneração a São José, quando uma pequena imagem do mesmo é colocada numa pequena igreja de madeira, construída no lote nº 37 da Linha Frei Caneca. Mais tarde com o apoio de todos os moradores decidiram transferir o local da capela para onde se encontra hoje. Na época o responsável religioso era o Pe. Fortunato Odorizzi.
Com a colaboração de todos os sócios, em 1968, a atual igreja de alvenaria foi construída.
Em 1935, inicia as atividades escolares na comunidade, onde funcionou por 10 anos no salão de festas. Em 1945, foi construída uma sala de aula de madeira medindo 30m², que através do Decreto Municipal de 15 de fevereiro de 1945 de nomina-se Escola Municipal Alfredo Chaves. Em 1979 foi designada como Escola Municipal de 1º Grau Incompleto Alfredo Chaves, que funcionou até 1982 e encerrou suas atividades em 1999 por falta de clientela.
Em 1983, a imagem de Santa Terezinha vem fazer companhia a São José.

Atualmente a comunidade de São José possui a igreja, Escola Municipal desativada, onde são bem conservados pelos moradores do local. Anualmente organizam a festa em honra a São José, com o festivo tradicional.

Integrantes em frente à Igreja de São José
Salão da Capela São José
Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Administrações de Cotiporã

A primeira eleição do município de Cotiporã ocorreu em 15 de novembro de 1982, com a participação ativa de toda a comunidade, principalmente nos comícios em todas as capelas do interior e da sede.

Primeira administração de Cotiporã (1983-1988)
1º Prefeito de Cotiporã: Eraldo José Fellini
Vice-prefeito: Adolpho Theodoro Dal Molin

Administração 1989-1992
Prefeito: Dalmo Luiz Scussel
Vice-prefeito: Leonel Antônio Paludo

Administração 1993-1996
Prefeito: Leonel Antônio Paludo
Vice-prefeito: Zaldi David Griguol

Administração 1997-2000
Prefeito: Dalmo Luiz Scussel
Vice-prefeito: Constante David Bianchi

Administração 2000-2003
Prefeito: Osmar Trevisan
Vice-prefeito: Ivaldo Wearich

Administração 2004-2007
Prefeito: Constante David Bianchi
Vice-prefeito: Fábio Scussel

Administração 2008-2012
Prefeito: Contante David Bianchi
Vice-prefeito: Valdir Falcade

Administração Atual 2012-2016
Prefeito: José Carlos Breda
Vice-prefeito: Ivaldo Wearich

Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.

Campanha em Favor da Emancipação de Cotiporã

Na verdade o município de Veranópolis não opôs dificuldades naquele momento histórico. A Justiça Eleitoral marcou dia 09 de maio de 1982 para a realização do plebiscito. Todos os eleitores da área emancipada deveriam se manifestar-se com o sim ou não. Houve comparecimento em massa e no mesmo dia foi conhecido o resultado. A vitória do sim foi esmagadora, somente duas urnas, Santo Antonio da Segunda e na Zona Moro venceu o não. A comemoração foi muito grande pelas praças e ruas como nunca acontecera antes.
Em seguida no dia 12 de maio daquele ano pela Lei Estadual nº 7652, de 12 de Maio de 1982, assinada pelo Governador do Estado, Exmo. Sr. José Augusto Do Amaral De Souza, foi legitimamente criado o novo município de Cotiporã, desmembrado do município de Veranópolis. 

                                  



Referência das Fotos: Acervo Municipal de Turismo e Cultura.

Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.

Emancipação de Cotiporã

Na época à ideia da emancipação de Cotiporã que pertencia ao município de Veranópolis, já havia surgido a muito tempo, pois o povo cotiporanense julgava que não lhe era dado o tratamento que era merecedor. Não éramos assistidos com melhores estradas, pontes, máquinas, infraestrutura urbana, sem água e saneamento, sem asfalto, pouca pavimentação urbana, telefonia e energia elétrica deficiente. Apesar do distrito contribuir com uma arrecadação grande de ICM para o município mãe, o atendimento sempre foi desproporcional e injusto para Cotiporã.
As lideranças queriam mais, tornar-se independente e dirigir seu próprio destino. Tudo parecia um sonho até que dentro do Lions Clube da cidade a ideia foi levada a sério e cresceu. Começou o movimento e a população se entusiasmava. Na primeira reunião feita no Clube Juvenil para tratar do assunto, compareceram mais de 400 pessoas. Foi constituída uma comissão responsável por todos os trabalhos que tinha como Presidente o senhor Henrique Bergamin. Mas havia dificuldades nos requisitos exigidos como população, renda, serviços, etc... Tudo foi superado com muito trabalho e juntamente com mais 11 novos municípios como Capão da Canoa, Teutônia, Bom Princípio, Palmares do Sul e outros a emancipação foi viabilizada. Foram muitas viagens a Porto Alegre e exigências na documentação. O Deputado Estadual Nivaldo Soares colocou todo seu gabinete a disposição da comissão emancipacionista. Enquanto isso uma capela por dia, à noite, era visitada e o entusiasmo era contagiante, o povo queria a emancipação.

Fonte: livro ainda não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio Giacomini e Dalmo Scussel.