Em 1936, Padre
Davi Angelli foi sucedido pelo Padre Bruno Páris (1936-1937), logo Padre
Vitório Lorenzi (1937-1937), este construiu um salão paroquial de madeira, após
tomou posse o Padre Aneto Bogni (1939-1942), o último vigário carlista da
paróquia.
Com uma
população de aproximadamente oito mil habitantes e com o vertiginoso
crescimento econômico, em 31 de março de 1938, o Decreto nº 7199 elevou a
categoria de Vila, o povoado de Monte Vêneto.
Durante a Segunda Guerra Mundial, no
ano de 1939 o Decreto nº 7842 de 20 de junho forçou a comunidade a mudar o nome
de Monte Vêneto para Cotiporã. Que se origina do tupi-guarani, “coti”, que
significa canto, lado, aposento e “porã”, bonito. Seu significado, portanto, é
lugar bonito, região bonita ou moradia bonita, justificado pelas suas belezas
naturais.
Em 1939 com a
extinção do Tiro de Guerra nº 320, os praticantes do esporte futebol, jovens
solteiros herdaram um jogo de camisetas do antigo regimento e estabeleceram a
base pra o Sport Club Juvenil.
Após a mudança de nome para Cotiporã,
o Clero secular recebeu o comando, e perdura até hoje, da Paróquia Nossa
Senhora da Saúde.O primeiro pároco secular foi Padre Rui Lorenzzi (1942-1949).
Em 1941, com a
preocupação com a educação das crianças, foi criado o Grupo Escolar, onde
funcionaram turmas até oficial de 1990. Muito conhecido da década de 40, o
professor José Mauro.
Em 1943 a
sociedade possuidora do hospital Nossa Senhora da Saúde, resolveu doar o mesmo
à Mitra Diocesana de Caxias do Sul, que deveria arcar com as dívidas. A
transição só foi concretizada em 08 de julho de 1944, quando o bispo Dom José
Barea assumiu realmente o compromisso de fazer a casa de saúde funcionar. Em 04
de agosto de 1944 chegaram a Cotiporã acompanhadas pela fundadora Madre Clara
Maria, as Irmãs Franciscanas da Congregação de Nossa Senhora Aparecida, para
trabalhar no hospital a convite do Bispo José Barea. Por mais 50 anos esta
congregação esteve ativa no município de Cotiporã, até o hospital ser arrendado
ao Hospital Tachini de Bento Gonçalves (2001).
Atualmente,
ainda vivem algumas irmãs da Congregação Nossa Senhora Aparecida em uma humilde
casa, onde prestam sua assistência junto aos idosos da comunidade.
Sucedeu o
Padre Rui Lorenzi o Padre João Pedro Meneguzzo (1949-1953).
Na década de
40, por questões administrativas o Frigorífico A Sul Americana atravessou
sucessivas crises, tendo trocado de proprietários por diversas vezes. Por fim A
Sul Americana, tornou-se uma simples filial dos Frigoríficos Nacionais Sul
Brasileiros S. A.
Com um
clima saudável e com grande desenvolvimento, Cotiporã despertou também sua
vocação para o veraneio. Foi na década de 50 que surgiu o atual Hotel Dal
Molin.
Em 1957, não
havendo mais interesse dos Frigoríficos Nacionais Sul Brasileiros S. A. pela
filial de Cotiporã é feito um acordo coletivo, na Justiça do Trabalho com todos
os operários, encerrando as atividades do maior gerador de riquezas do
município de Veranópolis e região.
Cotiporã passou por série crise
econômica, tanto no meio urbano como rural. Muitos migraram para outras
localidades em busca de trabalho. Os que permaneceram no município foram
absorvidos pela Indústria e Comércio de Joias Guindani já alicerçada o
suficiente para suprir a lacuna do A Sul Americana.
O Pe. Olívio
Bertuol (1953-1964), sucessor do Pe. João Pedro, amigo do Governador Leonel
Brisola, construiu em 1958 com ajuda do mesmo, um moderno e grandioso Salão
Paroquial, o Monte Vêneto Palace, projetado com quatro andares, abrigando
cinema, salão de festas e cancha de bochas. Hoje, o cinema cedeu um lugar a um
restaurante e a uma pista de boliche e sede do círculo Operário Cotiporanense.
Sucedeu o Pe.
Olivio Bertuol, o Pe. Fábio Piazza (1964 – 1973), este deu início em todas as
capelas a construção de modernos e espaçosos salões comunitários de alvenaria,
em substituição às acanhadas e velhas sedes sociais de madeira das comunidades
interioranas.
No ano de
1965, os bens do “Pai dos Frigoríficos do Brasil” como era conhecido o “A Sul
Americana”, são vendidos pelos Irmãos Iderich (diretores da S.A.) aos
senhores Olimpio Dal Magro, Lauro Schoeler, Rudi Braz Goerch e Arestides
Severino Zanette. Em 1977 o complexo frigorífico foi comprado pelo Sr.
Adolfo Dal Molin, ficando inativo até 1997 quando a partir desta data,
agrega-se o valor arquitetônico à atividade turística que reinicia no município
hoje importante fator de economia em Cotiporã.
Tomou posse
frente à paróquia Pe. Marcelino Rizzon (1973-1982), este construiu a atual Casa
Canônica e derrubou algumas igrejas sem considerar o valor arquitetônico,
histórico e cultural das mesmas, e dar lugar à novas capelas de pouca beleza
arquitetônica.
Em 1977, a
Escola Estadual que já funcionava em dois prédios, um próprio e outro
cedido pela Indústria e comércio de Joias Guindani, passou a denominar-se
Escola Estadual de 1º Grau Professor Jacintho Silva em homenagem a um professor
que lecionara, em Veranópolis e Fagundes Varela.
Em 10 de abril de 1981 foi fundado
oficialmente o Centro de Tradições Gaúchas Pousada dos Carreteiros com o
intuito de cultuar a tradição e os costumes gaúchos. O CTG Pousada dos Carreteiros já escreveu longa e bela história para os
tradicionalistas de Cotiporã e região.
No seu
primeiro ano à Paróquia Nossa Senhora da Saúde de Cotiporã, Padre Feliz Bridi
(1982-1993), testemunhou a emancipação política desta comunidade. A maioridade
de Cotiporã iniciou em 09 de maio de 1982 quando 89%a população decidiu através
de plebiscito, ser independente. Cotiporã conquistou sua emancipação política.
Foram líderes na emancipação os senhores: Henrique Bregamin, Eraldo Fellini,
Dalmo Luiz Scussel, Victorino Dal Molin, Vilmar da Rosa, Norberto Paludo,
Adolfo Dal Molin, Alfredo Cioffi e Orfeu Merlo, entre outros.
Em 1º de
janeiro de 1983 foi instalado o município de Cotiporã, adotando Legislação
Básica do município mãe, Veranópolis.
Fonte: livro ainda
não publicado, “Cotiporã e sua história”, de autoria do Professor Ambrósio
Giacomini e Dalmo Scussel.